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Haveria Coelhos sem Capitães da Areia? Provavelmente, não!




                Li Capitães da Areia (1937) de Jorge Amado quando estava na universidade e foi um dos livros que mais me marcou naquele período. Na época, eu queria ser roteirista de cinema e me encantei com a maneira com que a escrita de Amado parecia ser tão 'cinematográfica'.


                Uma das 'cenas' que mais me marcou foi quando o grupo de jovens se deparou com as luzes de um parque de diversões. Me lembro de ter ficado emocionado ao ler esse trecho do livro, pois aquele parque simbolizava um escape na vida que aqueles meninos viviam. Abandonados nas ruas da cidade, o grupo tinha ali um pequeno paraíso, um momento em que eles podiam ser, finalmente, crianças. 




Filme Capitães da Areia (2011) de Cecília Amado


                Esse sentimento de abandono, bem como o contexto de um grupo de jovens tendo que se virar nas ruas para sobreviver, acabou me motivando a escrever Coelhos de uma maneira que dialogasse com a realidade de Capitães da Areia.


         Coelhos é uma obra de ficção-científica que se passa em 2121, mas que observa que o futuro não é tão distante daquilo que aqueles personagens de Jorge Amado viviam em sua obra. 


            Por isso que digo que Coelhos é uma ficção-científica diferente das obras estrangeiras, pois seu ponto de partida é a realidade brasileira, isto é, o que se projeta para o futuro é o nosso passado (e presente) de disparidades sociais.


             Ficou interessado em ler Coelhos? Clica no link abaixo e boa leitura!  

Coelhos






 

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